sábado, 20 de fevereiro de 2010

17 - (03/02/10) - HISTÓRICO do SINCRETISMO RELIGIOSO no BRASIL

Quando chegaram os europeus ao Brasil no século XV, os indígenas sul americanos já possuíam suas próprias crenças. No período da escravidão em nossa pátria, ( data provável do seu início em 1532) , as autoridades civis e religiosas, rigorosamente proibiramos africanos e os indígenas de cultuarem os deuses das suas crenças primitivas ( feiticismo), através das suas práticas estranhas ( oferendas, imolações de animais, bebidas, comidas, batuques, danças, cânticos , incorporações de espíritos, etc ), sob pena de sofrerem severos castigos e até a morte. Para continuarem com seus rituais profanos os escravos, astuciosamente, passaram a associar os Santos Católicos dos seus Senhores aos seus Orixás e quando investigados pelos sacerdotes, justificavam tratar-se de um culto ao santo cristão daquele dia. Então, nos dias santificados pela Igreja, também festejavam os seus deuses pagãos. Por exemplo : a 13 de junho, cultuavam o Orixá Ogum como sendo Santo Antônio; o Orixá Iansã no dia de Santa Bárbara ; Oxalá era identificado como Senhor do Bonfim ( Jesus crucificado); Iemanjá e Oxum como Nossa Senhora ; Nanã Buruku a Senhora Santana; Omolu, a São Lázaro; Oxossi a São Jorge; Xangô a S Jerônimo etc. Com sábia estratégia, através do tempo , as práticas continuaram livres reforçando assim o Sincretismo Religioso ( fusão do Cristianismo Católico com os Cultos africanos e indígenas ), surgindo uma nova expressão a Umbanda, professada , com muito respeito, em quase todo o território brasileiro. E hoje em Salvador- BA, por exemplo , encontramos livremente o sincretismo religioso Brasileiro, durante o ano todo .

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