Quando chegaram os europeus ao Brasil no século XV, os indígenas sul americanos já possuíam suas próprias crenças. No período da escravidão em nossa pátria, ( data provável do seu início em 1532) , as autoridades civis e religiosas, rigorosamente proibiramos africanos e os indígenas de cultuarem os deuses das suas crenças primitivas ( feiticismo), através das suas práticas estranhas ( oferendas, imolações de animais, bebidas, comidas, batuques, danças, cânticos , incorporações de espíritos, etc ), sob pena de sofrerem severos castigos e até a morte. Para continuarem com seus rituais profanos os escravos, astuciosamente, passaram a associar os Santos Católicos dos seus Senhores aos seus Orixás e quando investigados pelos sacerdotes, justificavam tratar-se de um culto ao santo cristão daquele dia. Então, nos dias santificados pela Igreja, também festejavam os seus deuses pagãos. Por exemplo : a 13 de junho, cultuavam o Orixá Ogum como sendo Santo Antônio; o Orixá Iansã no dia de Santa Bárbara ; Oxalá era identificado como Senhor do Bonfim ( Jesus crucificado); Iemanjá e Oxum como Nossa Senhora ; Nanã Buruku a Senhora Santana; Omolu, a São Lázaro; Oxossi a São Jorge; Xangô a S Jerônimo etc. Com sábia estratégia, através do tempo , as práticas continuaram livres reforçando assim o Sincretismo Religioso ( fusão do Cristianismo Católico com os Cultos africanos e indígenas ), surgindo uma nova expressão a Umbanda, professada , com muito respeito, em quase todo o território brasileiro. E hoje em Salvador- BA, por exemplo , encontramos livremente o sincretismo religioso Brasileiro, durante o ano todo .
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